domingo, 10 de abril de 2011

Desabafo Sonolento

Acordado enquanto todos dormem,
procuro a essência da vida, encontro suas misturas;
Percebo que nada sou, 
além de um louco em busca de novas loucuras.

Fellipe Aguilar

Tema para debate: os maridos que queremos para nossas filhas

Por Gustavo Costa - Professor do curso de Administração da Unisinos

ZERO HORA
Sem dinheiro e com a firme convicção de realizar o impossível, Ernest Shackleton começa pelo óbvio: arrumar uma tripulação para, junto com ele e com um barco antigo, serem os primeiros homens a pisar no ponto mais ao sul do planeta. O anúncio, publicado nos jornais de Londres, em 1900, começava com uma chamada forte: “Procuro homens para viagem arriscada. Salário baixo, frio congelante, longos meses de completa escuridão, perigo constante, retorno duvidoso. Honra e reconhecimento em caso de sucesso”. Anos depois, coroado pela glória dos heróis, o capitão da expedição Nimrod comentou “...a julgar pelo volume de cartas recebidas, parecia que todos os homens ingleses estavam dispostos a me acompanhar”.

Durante a infância de muitos com mais de 30 anos, aprendíamos claramente a diferença entre o homem e o menino. Mas o que é um homem em relação a um menino? O entendimento tradicional era de que o homem é quem assume uma responsabilidade sobre os outros – sobre a sua família, seu emprego, sobre seu país e, claro, sobre si mesmo. Ser homem era ser guiado por ideais e valores superiores a si mesmo. Ele conduziria sua vida com dignidade. E ele seria rijo, forte, constante.

Quando eu era garoto, na década de 1980, sem que ninguém expressamente precisasse me definir, eu já sabia o que um homem deveria ser. E eu sabia o que os outros, para não mencionar os meus pais, esperavam de mim como homem. Não precisava ser dito explicitamente que eu teria que ganhar a vida, sustentar-me o mais rapidamente possível e sustentar a família depois disso. Nessa época, chamávamos nossos pais de “pai”, aos padres de “padre”, e aos médicos de “doutor”. Éramos corrigidos quando, por algum motivo ou distração, um destes era chamado pelo primeiro nome, pura e simplesmente.

Porém, em algum ponto da década de 1990, os ideais de masculinidade e feminilidade foram amplamente confundidos. O feminismo, como movimento, declarou guerra aos conceitos mais básicos de feminilidade e masculinidade. E, para grande parte da população, foi vitorioso. Com efeito, graças ao conceito feminista de que macho e fêmea são essencialmente os mesmos, um número incontável de meninos que estão chegando hoje à idade adulta foi tratado como se esta diferença não fosse importante. A eles foram negados brinquedos masculinos, tais como armas de plástico e soldadinhos de brinquedo, e suas formas masculinas de diversão – como, por exemplo, brigas – foram banidas.

De tal forma, nossa atual sociedade está toda encardida com os prejuízos dos meninos que nunca aprenderam a ser fortes. Como resultado, esses mesmos, hoje, não têm amigos fora da realidade virtual, fogem apavorados do casamento, morrem de medo de ter filhos, esquivam-se de conhecer bem a matemática ou estudar a língua portuguesa e escondem-se na internet ou na casa das mães até os 40 anos.

Em contraponto, homens fortes transformam o mundo em que vivem. Eles começam e terminam um trabalho. Eles movem coisas pesadas. Eles constroem estruturas que duram anos. Eles estudam com afinco. Eles fazem todas as coisas assustadoras, feias e sujas que as mulheres não conseguem, não podem ou não precisam fazer. E este é, provavelmente, o tipo de marido que queremos para nossas filhas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Que vergonha!

Estávamos eu e dois amigos indo para uma festa de formatura e paramos, como sempre, em um boteco para comprar aquela vodka com refri básica. Fomos esperar nosso ônibus na parada e, papo vai, papo vem,  de repente nos deparamos com um sujeito, posso dizer, "mal encarado" que veio com aquele papo conhecido de que está passando necessidade e, como todos sabemos, precisa de um trocado. Este, ao menos, nos contou a história fazendo questão de fazê-la parecer verídica e ele, autêntico. Nos disse que tinha sido libertado do presídio central haviam dois dias por bom comportamento, que havia pego um ano e quatro meses por furto, que tinha vindo de Passo Fundo buscando uma vida melhor e que nada tinha encontrado de bom, somente a necessidade que o levou a tentativa de roubar duas jaquetas de uma loja.
Então, eu, sempre solidário, coloquei as mãos nos bolsos para ver se havia deixado, de uma outra data, alguma moeda perdida porque, claro, tinha acreditado na história cegamente, mas, apesar disso, não tinha nenhum tostão furado. Vi que meus dois amigos também se sensibilizaram e fizeram o mesmo(de certo, a história era verdadeira e eu, não tão ingênuo como sempre presumo), e um deles, bondosamente, entregou ao homem(não mais sujeito, por causa de sua educação) algumas moedas que sobraram na compra dos copos para a bebida, e ao mesmo tempo, perguntou-lhe sobre os motivos já aqui citados que o levaram a ser preso.

O nome do, agora, coitado era Lurinelson, outro reflexo da pobre vida que o mesmo levava no interior. Ele nos contou que, realmente, o que o tinha levado a esse ato de desespero, fora realmente a pobreza e a busca de uma vida melhor na capital. Doce sonho, gigantesca ilusão!
Oferecemos um copo do nosso drinque e resolvemos continuar conversando com o homem até que nosso ônibus chegasse, o que deu tempo de conhecê-lo melhor. Ele nos contou das horríveis condições para sua sub-vida no presídio central, citado por ele como "o carandirú gaúcho", por ser o presídio mais lotado da América Latina, e que a cevada servida como almoço para os detentos era pior do que a comida achada por ele no lixo desde que saiu.

Fico indignado com coisas desse tipo. Um local construído para reabilitar pessoas que saíram da linha que está em pior estado que a vida destes antes de serem presos. Outra coisa que me deparei, de novo, foi o preconceito que todos nós temos com este tipo de pessoa, as excluídas da sociedade, ex-presidiários, drogados, deficientes e doentes, por exemplo. Posso ainda não ter perdido totalmente essa mania de pré-julgar as pessoas, mas com certeza, graças às oportunidades que a vida têm me dado, eu estou quase lá.

O contrário foi ter lido, como acabei de ler, na Zero Hora, no artigo escrito pela Carmen Hein de Campos, a história de um um garoto de  18 anos que morreu neste mesmo presídio(refletindo com a história do Lurinelson) por falta de atendimento médico. Porém, o frenesí da história está no fato de que, para a mãe  foi dito por um agente penitenciário, como poderia ter sido dito por qualquer um, como escreveu a autora sabiamente, refletindo o senso comum da sociedade em torno dos presos, referindo-se ao presidiário, ao filho desta mãe, que " Preso é preso", ou seja, este ser humano que errou e está pagando pelos mesmos, não tem direito ao direito básico da saúde. Que vergonha!

domingo, 18 de julho de 2010

Voto obrigatório não tá com nada!

Eu vi na mtv, um dia desses, os artistas comentando o que eles pensavam sobre o voto ser obrigatório. As opiniões foram variadas mas a maioria preferia que fosse livre. E eu estou nessa!

As pessoas, obrigatóriamente, saem das suas casas, vão lá, e escolhem seus representantes. Ou não. Muita gente vai lá e clica na tecla "branco", ou digita um número de candidato inexistente. Para que tirar essas pessoas de casa? Não sei. Acho que o voto deveria ser livre porque assim, pessoas inúteis, que querem ser políticamente inúteis, não precisariam gastar seu dinheiro ou sua energia ou seus ricos dedinhos para fazer uma coisa que elas não querem, e pior do que votar nulo ou branco, escolherem um candidato por causa da propaganda mais chamativa ou porque são do partido que eles sempre votam, influênciando no verdadeiro resultado das urnas.

Ei governo, deixe o voto para os inteligentes e úteis. Para quem se preocupa com o futuro da sociedade. Voto livre já!

Não quero luxo.

Espero muito mais da vida.

As pessoas na minha faixa de idade, saindo da escola, pensam no que querem ser, decidem sua profissão. Escolhem a sua faculdade, o seu curso e esquecem que a vida é mais que isso. É muita pressão! "Escolha a sua faculdade, passe no vestibular, seja alguém na vida!" Por que eu não posso simplesmente fazer o que eu quero? Na verdade posso, mas uma ação sempre tem uma reação.

Penso muito no meu futuro, sempre pensei. Hoje eu sei o que eu quero ser e o que eu quero fazer. Quero ser jornalista, quero fazer um curso de web designer, de inglês, quero ser um excelente profissional. Mas isso são só as minhas aspirações.

Eu quero ser um jornalista, um redator, um comunicador da realidade e das coisas boas da vida. Quero que me vejam, que me ouçam, que me conheçam. Quero poder trocar ideias e conversar com qualquer pessoa. Quero viajar o mundo com uma mochila nas costas e com a vida pela frente, conhecendo outros estilos de vida, outras pessoas, outras culturas que não sejam só futebol e o carnaval.

Quero ter sucesso na vida, todos querem. Mas o sucesso não é simplesmente dinheiro e status, é riqueza. É uma riqueza imaterial, é conhecimento, é experiência, é aprendizado.

Quero ser um rockstar mochileiro nômade com muitos amigos e muitas experiências. Quero as coisas simples da vida. Viver com os amigos e usar o dinheiro para me divertir e não simplesmente como investimento.E essas são as minhas inspirações.

E quando voltar pra casa, se um dia eu sair, quero dizer que eu conheço o a vida. Aí, então, relaxar e escolher o que eu quero.

Contra-indicações: Estas ideias podem ser alteradas a qualquer momento, não se baseie nelas para tirar conclusões sobre mim, procure me conhecer pessoalmente.

domingo, 27 de junho de 2010

Transmita positividade.

Olha, depois de um tempo(quer dizer, tempão) sem postar aqui, acho que eu aprendi muita coisa e e pensei em muita coisa. E uma dessas coisas foi sobre positividade.

Eu não entendia o que as pessoas queriam dizer com vibe positiva, positividade, por exemplo. Achava que era lorota, tipo, da modinha. Mas daí me surgiu uma coisa, meio que por obrigação porque foi uma reportagem na tv, e eu não posso evitar ver se está lá (haha). Transmita positividade que ela volta para você. Aquilo entrou facinho na minha mente e a partir daí eu comecei a perceber várias coisas que eu não notava antes como: Se eu levantar e deixar uma velinha sentar no ônibus isso vai contagiar as outras pessoas e, por consequência, elas também farão algo do tipo. E isso é verdade, porque eu fiz. E depois que eu fiz isso, um cara muito, mas muito mal encarado, daqueles do crime, levantou e deixou uma senhora com sacolas sentar. Isso me deixou feliz e comecei a raciocinar mais nisso.

Essa tal positividade serve também pra coisas mais simples também(não que levantar pra uma tiazinha sentar seja difícil), como aprender a curtir um momento. Se você se libertar das preocupações naquele momento, você vai conseguir aproveitar muito mais e se divertir.

Também funciona no amor e em qualquer relação. Se você entrar pensando positivo, confiante, alegre, transmitindo alegria e coisas boas pra pessoa, você certamente vai receber em troca.
Então mostre seus dois dedinhos abertos, seja feliz, pense positivo e, pra dar uma forcinha aí, entre na minha comu do orkut(comu: Transmita positividade. A única), divulgue ou faça uma corrente, sei lá.

Beijo
pras meninas e um abraço pros meninos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ser eclético é curtir coisas boas sem rotulação!

Segundo o wikidicionário, a palavra eclético trata-se de algo que pode atender à vários tipos de gostos.
Ecletismo ou Ecleticismo é um método científico ou filosófico que busca a conciliação de teorias distintas. Na política e nas artes, ecletismo pode ser simplesmente a liberdade de escolha sobre aquilo que se julga melhor, sem se a apegação a uma determinada marca, estilo ou preconceito.

Saindo dessas coisas muito literárias eu posso dizer-lhes que eu sou um ser eclético! Escuto rock'n roll mas gosto de dançar pagode. O que tem de errado nisso?

Escuto muito de muitos que ser eclético não é ser original e que, a maioria das pessoas quando perguntadas, dizem que são ecléticas. No mundo atual, onde a maioria vence, eu me faço alguns questionamentos: Será que é certo algumas pessoas não-ecléticas, ou seja, as radicais, ou as que tem um gosto fechado, generalizarem dizendo que somos errados por termos um gosto abrangente e a cabeça aberta para as novidades? Por que? Não entendo o que acontece na cabeça de algumas pessoas!

Acredito eu que, ser eclético é tirar o melhor de cada estilo, tanto musical quanto vestuário, e criar seu próprio gosto, seu próprio conceito; É não se prender a um gosto e olhar só pra frente, só pra dentro. Pois como já dizia a música: Viver é uma arte um oficio, só que precisa cuidado, pra perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício(...). Tudo bem que essa letra é direcionada ao amor e tudo mais, mas interpretando, pode-se dizer que isso é em todos os aspectos.

Discordo de uns e outros que afirmar ser originais por gostarem de uma coisa só, ou por se sentirem orgulhosos de gostarem de uma coisa que quase ninguem gosta. Tem coisa mais original do que pegar o melhor de cada coisa e criar o seu proprio gosto e estilo?

Respondam-me, please.